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February 13, 2017

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Anti Oligo-Nucleotídeos: Aumento na sobrevida em camundongos

20 Aug 2019

Anteriormente comentei aqui sobre uma possível abordagem terapêutica para as Doenças Priônicas utilizando Anti Oligo-Nucleotídeos (AOs). Em resumo, esta técnica consiste em diminuir os níveis da expressão da proteína Príon celular (PrPc), que é indispensável para o desenvolvimento das doenças. Para relembrar um pouco do assunto, veja a postagem anterior.  

 

Recentemente, Raymond et al. publicaram dados em um estudo baseado nessa metodologia. No artigo, os pesquisadores fizeram triagens de possíveis AOs que poderiam ser usados no tratamento das Doenças Priônicas. Depois de algumas análises, selecionaram dois que foram chamados AOs ativo 1 e AOs ativo 2. Para fins didáticos, chamarei apenas de AO1 e AO2.

 

Como esperado, os compostos AO1 e AO2 reduziram de forma significativa os níveis da PrPc e não se observaram inflamações ou perda de peso por parte dos animais tratados quando comparados aos controles. Esses resultados mostram que há uma segurança em administrar tais compostos, o que não é novidade uma vez que AOs diferentes estão sendo avaliados em testes clínicos em pacientes com outras desordens neurológicas.

 

Em seguida, foi avaliado se essa abordagem traria algum benefício diretamente relacionado aos sinais/sintomas das doenças. Nessa análise, os pesquisadores observaram se os AOs podiam ser usados tanto como forma profilática, ou seja, em animais que estavam sadios, quanto como tratamento de animais que já apresentavam os sintomas.

 

No primeiro grupo, os animais foram infectados com PrPsc (a forma patogênica da proteína) e tratados depois de 14, 46 e 106 dias. AO1 e AO2 retardaram de forma significativa o surgimento dos sintomas, 82% e 99% respectivamente comparado com animais tratados com solução controle. Mortes relacionadas às doenças foram postergadas em 81% e 98%, em AO1 e AO2, respectivamente.  Esses resultados apontam para um cenário otimista para os familiares de pacientes das formas genéticas das Doenças Priônicas. Entretanto, deve-se esperar os estudos com animais modelos para as formas genéticas para um melhor entendimento dos efeitos dos AOs nessa população.

 

No segundo grupo, os animais foram infectados e após 15 dias do surgimento do primeiro sintoma clínico, os animais foram tratados. Diferente da forma profilática, AO2 se apresentou tóxico e os animais tiveram agravamento do quadro clínico, sendo sacrificados 8-9 dias depois do tratamento. Em contrapartida, AO1 reduziu os sinais clínicos em 33%, mostrando um retardo na evolução da doença em cerca de 3x os animais controles. Além disso, AO1 aumentou a sobrevida em 55%.

 

Os estudos histopatológicos mostraram que tanto o AO1 quanto o AO2 diminuíram as alterações neuropatológicas, bem como o depósito de PrPsc, o que indica que estes compostos retardam o progresso da doença uma vez que desaceleram o acúmulo desta proteína no tecido nervoso central.

 

Apesar dos resultados serem muito otimistas, temos que ter cautela e esperar os estudos feitos em outros laboratórios, outros tipos de AOs e testes mais amplos. É possível que em algum momento, espero eu que não muito distante, tenhamos a possibilidade de testes clínicos com familiares de pacientes da forma genética, bem como pacientes das outras formas para traçarmos um tratamento eficaz ou quem sabe a cura.  

 

 

 

 

 

 

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